28/04/2026

Top 20 jogos de plataforma favoritos (10 a 1)

Essa lista é a parte 2 desse artigo aqui! Segue pra ele se quiser ver as posições 11 a 20, te garanto que vale a pena!

10º: Jak II

Para quem nunca jogou essa série, o que eu recomendo é o primeiro jogo, Jak and Daxter: The Precursor Legacy. O segundo jogo tem uma misturança de gêneros que pode não ser pra todo mundo. Mas Jak II é o meu preferido em particular, não só pela jogabilidade aprimorada mas também pela sensação de progressão, que não tem igual. E além disso, a melhor história e os melhores plot twists de qualquer jogo de plataforma que já vi. O senso de humor é também um bom extra, se você curtir obras cartunescas.

9º: Sonic Generations

O meu Sonic favorito oscilava entre Sonic Mania (2D) e Sonic Unleashed (3D). Mas entre 2D e 3D, por que não ambos? Sonic Generations reúne fases, personagens e referências de todos os jogos principais da franquia até então, sem falar em uma coletânea musical de uma série conhecida por ter músicas espetaculares. Esse é o pacote completo! (Ah, ainda não joguei a expansão com o Shadow, mas ao que tudo indica, Generations consegue ficar ainda melhor!)

8º: Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back

Por que Crash Bandicoot 2 e não o 3? Crash 3 adicionou duas coisas que eu curto: os desafios de tempo e as habilidades novas destrancáveis. Mas o 2 tem fases melhores, gameplay mais focado em plataforma e a melhor trilha sonora da série. E sim, estou colocando aqui o original de Play 1, porque envelheceu como um bom vinho - e a física do N. Sane Trilogy às vezes é meio esquisita…

7º: Pizza Tower

“Parece um desenho animado” é uma descrição muito simples pra Pizza Tower. O mais correto seria algo como “Parece um desenho animado completamente maluco que vai te fazer dar gargalhadas, se impressionar, sentir adrenalina correndo por suas veias a cada fim de fase, curtir umas músicas sensacionais, aproveitar os memes derivados do jogo e dar mais risadas ainda.”

6º: Banjo-Kazooie

Aqui sim, um clássico da Rare que ficou na memória de muita gente! Banjo-Kazooie tem tudo que um platformer precisa: fases memoráveis, personagens carismáticos, bom humor, objetivos variados, músicas inesquecíveis, uma vilã que fala tudo com rimas (OK, esse é meio que opcional mas faz uma diferença boa) e até um quiz. Embora algumas decisões de design sejam meio questionáveis hoje em dia, a reação quando esses personagens foram anunciados para Smash fala por si só o impacto que eles tiveram.

5º: Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest

Outro jogo da Rare? Isso aí, chegamos ao top 5 e entre todos os Donkey Kong Country, o segundo jogo tem uma magia, uma atmosfera que não pôde ser replicada novamente até então. Um título mestre na arte de diversificar mecânicas, associar músicas a cenários, ter a dose certa de exploração e desafio, esconder segredos de forma genial mas justa, trazer todo um senso de aventura + perigo + descoberta e encerrar com a minha batalha de chefe final favorita. Além disso, tem piratas!

4º: Psychonauts 2

Se alguém chegasse e me perguntasse qual é o jogo mais criativo que eu já joguei, eu responderia Psychonauts 2 sem hesitar. Cada fase é uma viagem por uma mente diferente onde qualquer coisa pode acontecer e você nunca sabe onde vai parar. Esse jogo pegou tudo que o primeiro fez e só melhorou. Teve alguns diálogos onde eu quase lacrimejei de rir. Os poderes destrancados servem tanto para exploração e plataformice quanto para combate, tudo de forma bem natural. Não existem muitos jogos como esse aqui não!

3º: Yooka-Laylee and the Impossible Lair

Estamos no pódio e… mais um jogo da Rare?! Tecnicamente sim, afinal a Playtonic é feita por ex-membros da Rare - as mesmas mentes criativas por trás de outros jogos dessa lista. A ideia desse é genial: atravessar o tal Covil Impossível, que está disponível desde o começo do jogo, e vencer o vilão. Cada fase concluída te dá mais um ponto de vida pra tentar superar esse desafio que, como sugere o nome, não é nada fácil.

E o que mais? Um mapa principal com exploração e puzzles estilo Legend of Zelda! Fases que podem ser modificadas nesse mapa principal, criando novas versões delas! Power ups que modificam o gameplay e o visual, de forma sutil ou drástica, e você pode combinar até três deles! Trilha sonora magnífica feita por verdadeiras lendas! É muita coisa boa em um título só!

2º: Rayman Legends

Difícil falar de Rayman Legends sem repetir muita coisa que eu coloquei aqui. Carisma, criatividade, genialidade, humor, trilha sonora, gameplay fluída… apesar de ter quase nada de história, o pouco que tem gera risadas progressivamente maiores, então tá valendo. Os temas dos mundos são bem incomuns para platformers e o jogo consegue a proeza de não apenas fazer fases de água serem boas, mas estarem entre as melhores.

O game anterior, Rayman Origins, é quase tão bom quanto. Há quem prefira o primeiro, mas como Legends traz mais da metade das fases de Origins como bônus, além de desafios de tempo e variações das fases com outros desafios periódicos, minha escolha é o Legends. Ele merece pelo pacote mais completo e pelo fator carisma um pouco maior.

1º: Spyro Reignited Trilogy

Pra mim, o platformer 3D mais grandioso que há. O meu comfort game. Um pacote completíssimo com três jogos sensacionais, cada um com suas particularidades que os tornam experiências únicas - mas todos com personagens bacanas, fases deliciosas de explorar que recompensam olhar os arredores, trilha sonora dinâmica, cenários de cair o queixo com capricho visual digno de animação da Pixar. Tudo já vale a pena só por você controlar um dragão, cujos movimentos base incluem planar, soltar fogo, dar chifrada e sair explorando a uma velocidade incrível. Se você gosta de platformers, apenas jogue.

E caso você ache que é cheat eu colocar três jogos na primeira posição (embora lançados como um único título na versão remake)… Se eu tivesse que escolher só um, seria o terceiro jogo, Year of the Dragon. Gameplay mais variado com seis personagens controláveis, diversos mini-games, objetivos centrados e com maiores possibilidades de exploração, história mais elaborada e fases muito boas - apesar do meu design de fases preferido ser o do primeiro jogo, Spyro the Dragon. O formato dos níveis dele e os métodos de explorar e encontrar segredos merecem ser estudados em cursos de design de jogos!

E esses são meus 20 platformers favoritos - até então, pelo menos. Essa lista sempre está sujeita a ir mudando conforme eu conheço novos jogos, mesmo que eu não atualize mais ela aqui no blog... Enquanto isso não acontece, bora jogar mais!

21/04/2026

Top 20 jogos de plataforma favoritos (20 a 11)

A primeira lista da série de listagens que pretendo trazer aqui pro A Gente Joga o Que Pode - as ideias são várias mas tem que começar por algum lugar. E por que não jogos de plataforma? Afinal esse gênero está entre os meus favoritos.

Por isso um mero top 10 não ia rolar. Eu joguei tanto platformer que, pra fazer jus, eu preciso escolher pelo menos uns 20 pra chamar de melhores. E aqui vão algumas regras:

  • Somente jogos que eu zerei. “Zerar” significa chegar ao final, não necessariamente fazer 100%;
  • Um jogo por franquia. Somente um jogo da série Mario, um da série Sonic etc.;
  • Quando o jogo tem elementos de plataforma mas foco maior em outro gênero, ele não vai pra lista. Exemplos: Mega Man X (plataforma + ação), Super Castlevania IV (plataforma + aventura), Metroid Dread (plataforma + metroidvania);
  • Essas regras podem ter exceções aqui e ali - às vezes isso é necessário…

Enfim, bora lá!

Menções honrosas

Nesta seção estão, em ordem alfabética, os títulos que já fizeram parte dos 20 melhores e acabaram saindo da lista, ou os que por pouco não entraram: Bugs Bunny: Lost in Time, Celeste, Maui Mallard in Cold Shadow, Prehistorik Man, Ratchet and Clank Future: Tools of Destruction, Shovel Knight: Treasure Trove.

20º: A Hat in Time

Um dos responsáveis por reerguer o gênero quando ele estava em baixa. Não é qualquer jogo onde você joga com uma menininha alienígena que combate a máfia italiana, a máfia japonesa, aumenta a treta entre diretores de cinema participando dos filmes deles, vende a alma pra um espírito do mal e por aí vai.

19º: Oddworld: Abe’s Exoddus

Meu platformer cinematográfico favorito. Boa dosagem de exploração e puzzles. Universo criativo com críticas sociais. Poderes interessantes e criaturas esquisitas. Um jogo verdadeiramente marcante que exercita muito o cérebro!

18º: Gex: Enter the Gecko

Muita gente vê esse jogo como uma paródia de trocentos filmes, séries de TV e clichês - isso em 1998, imagina todos os clássicos cinematográficos que vieram depois! Mas o segundo Gex é mais que isso. É um platformer 3D competente, engraçado, com ótima variedade de fases e objetivos e level design muito engajante.

Imagem por WayTooManyGames

17º: Demon Turf

O conceito de platformer expressivo, trazendo fases que podem ser atravessadas de várias maneiras e com diversos movimentos, foi aperfeiçoado com Demon Turf, uma obra feita por quem realmente entende do assunto. Tudo aqui é bom demais - exceto o controle de voo, mas paciência…

16º: RKGK

Pensa num conjunto fantástico de movimentos! Cada um deles tem razão pra existir e funciona bem com esse gameplay, baseado em deslocamento rápido por fases que são verdadeiros percursos de obstáculos. A protagonista é radical e bastante customizável. A história de se rebelar contra autoridades manipulando as massas num futuro distópico é sempre bem-vinda. E a cereja do bolo, uma trilha sonora eletrônica frenética que complementa demais toda a ação!

15º: Klonoa: Door to Phantomile

Uma experiência digna de sonho! Fases criativas, gráficos 2,5D charmosos e trilha sonora gostosa demais. O gameplay é aquele esquema de definir uma mecânica padrão sólida e usar ela de todas as maneiras possíveis ao longo da aventura. E tem a duração certa, nem curto nem comprido, o que só melhora as coisas!

14º: Super Meat Boy

É tipo um Celeste, mas com a história 100% focada na zoeira, com movimentação mais acelerada e fases mais curtas e melhor estruturadas. O moveset é mais simples mas nem por isso o jogo é pouco desafiador, muito pelo contrário. Embora eu goste do tema e dos personagens de Celeste, no quesito gameplay o Menino Carne só tem vantagens.

13º: Kaze and the Wild Masks

Jogabilidade satisfatória com desafio na medida certa. Design de níveis primoroso. Visuais deslumbrantes com cenários detalhados que merecem ser admirados com calma. Trilha sonora fantástica que captura perfeitamente a atmosfera de cada nível, cada cena. É difícil encontrar algo de ruim nesse jogo! Vale também ressaltar que ele é brasileiro, o que sempre aumenta uns pontos.

12º: Super Mario Bros. Wonder

Difícil é escolher um jogo do Mario pra colocar aqui. Por mais que eu goste de um platformer 3D, pra mim esse personagem sempre se saiu melhor em suas aventuras 2D. E nostalgia é o caramba: o melhor jogo dele que eu já joguei é o Wonder e ponto. Além da criatividade maluca que muda a cada fase e chefe, destaco as músicas (só pra variar) e a localização em pt-br.

11º: Astro Bot

O que posso dizer do platformer mais good vibes das redondezas? Fases criativas, mecânicas sensacionais, movimentação precisa, visual incrivelmente bonito, controle de movimento bem implementado (isso sim é algo que merece destaque!), trilha sonora carismática ao extremo… e pra completar, centenas de referências à história do PlayStation e de vários games que passaram por ele. Astro Bot merece, verdadeiramente, o GOTY de 2024. É impossível jogar sem sorrir!

Essa lista continua na parte 2, que vai da 10ª até a 1ª posição!


14/04/2026

Listar ou não listar, eis a questão

Parece que tem uns cantos da internet que não aderem tanto à ideia de listas.

Em meus passeios pela “grande rede digital” eu me deparo com comentários mencionando coisas como:

"Affe, uma lista? Sério que o canal de vocês chegou a um ponto tão baixo?"

Logo estranhei, porque eu sempre curti listas estilo Top 10 e afins. Antes mesmo delas virarem modinha e terem canais dedicados a elas, como o GameRanx (que eu gosto bastante) e o WatchMojo (esse eu já não curto tanto).

Os primeiros canais do YouTube que eu acompanhei de forma consistente, há quase 20 anos lá nos primórdios da plataforma, postavam listas de vez em quando. E antes deles, tinha os sites que postavam listas por escrito, as revistas e até mesmo os programas de TV, como Top Top MTV e Animal Planet ao Extremo. E quem nunca esperou pra ouvir as músicas mais tocadas da semana na rádio ou coisa assim?

(Eu sei quem: a geração que começou quando ouvir música em rádio já não era algo relevante!)

Por isso, listas sempre fizeram parte da minha vida. Eu mesmo criei listas nas várias mídias para as quais já fiz conteúdo: YouTube, Twitch, Instagram e sites por aí afora. Então fui pego de surpresa ao saber que não somente as listas não estão mais em alta, como uma grande parcela de gente encara elas com desdém.

Eu sei que, pra cada coisa que existe nesse planeta Terra, sempre vai ter alguém que não vai gostar de tal coisa. Porém os argumentos que algumas pessoas lançam são meio… questionáveis, nesse caso específico. Por exemplo:

"Listas são um conteúdo muito baixo/tosco/lixo/fácil de consumir."

Eu entendo o que querem dizer aqui. Eu sou contra, por exemplo, toda essa Tiktokização (por falta de uma palavra melhor) do entretenimento, dividindo tudo em vídeos curtinhos que não agregam muito. Listas podem sim ser comparadas a isso - e as que eu pretendo escrever aqui pro blog não devem ser longas, pra facilitar a sua vida e a minha.

E claro, tem muita lista que era puro clickbait. Só que esses materiais ainda seriam clickbait mesmo se não fossem no formato listado, por causa da maneira sensacionalista em que eram escritos.

No entanto, eu não acho que deixar algo mais simples de digerir seja um problema. Pelo contrário, isso pode ser até uma boa questão de acessibilidade a ser considerada. Pra mim, o problema nesses casos não é a duração nem o formato do conteúdo, mas sim o conteúdo em si. O que me remete ao próximo argumento:

"Listas implicam que você conhece tuuudo sobre um tema! Você não pode dizer quais os 10 melhores filmes se você não assistiu tooodos os filmes!"

Ah, as pessoas que se esqueceram do que a maior parte das listas é feita: opiniões! Claro que existem listas com fatos, como por exemplo os jogos com as maiores notas de 2025 no Metacritic, ou os mais vendidos, ou os mais custosos etc.

Mas quando se trata de uma lista dos melhores alguma coisa, o pessoal se esquece que opiniões são pessoais. Que nenhuma opinião é absoluta. Que alguém dá suas opiniões baseado no que conhece, e algumas pessoas inclusive buscam se aprofundar em uma área específica para dar opiniões mais “válidas” sobre ela. E que você não precisa sequer concordar com uma lista quando vê uma!

As próprias pessoas encarregadas de fazerem listas como sua profissão não conhecem tudo que existe sobre um tema, mesmo que haja muita pesquisa envolvida. O pessoal que dá premios em cerimônias como o Oscar, Grammy ou The Game Awards não assistiu/ouviu/jogou tudo que há pra consumir naquelas áreas - e mesmo assim tem quem leva essas premiações a sério.

E é por esse tipo de coisa que eu digo que as listas feitas por mim são “Top 5 jogos favoritos de tiro” ao invés de apenas “Top 5 jogos de tiro”, pra deixar mais pessoal. Enfim, próximo argumento:

"Por que eu deveria ver uma lista sua? Quem é você na fila do pão? Por acaso é alguma autoridade no assunto?"

Olha… primeiramente, se você só for respeitar listas de “autoridades no assunto”, seu repertório vai ficar bem limitado. Mas se é isso que você quer, tudo bem. Existem críticos renomados e respeitados em todos os campos - eu não sou um deles… mas tenho conhecimento significante sobre vários gêneros de games e sobre os assuntos que escrevo aqui, pelo menos.

E embora minhas opiniões sempre foram meio diferentonas da maioria das pessoas, eu tô aqui pra me manifestar sobre elas, sim. Posso não ser um [insira seu especialista favorito aqui] mas você pode pelo menos encarar minhas listagens como itens interessantes a conhecer, que tal?

Em suma: o A Gente Joga o Que Pode tá sendo um recomeço pra mim. Um passo em direção a algo novo, porém familiar, para eu me expressar. E como falei lá no começo, eu sempre gostei de me expressar com listas.

Essas opiniões que tentei imitar aqui até me fizeram questionar se eu devia colocar listas no blog, sob o “risco” de ele não ser levado a sério. Mas se nem a vida devia ser tão levada a sério assim, porque o meu blog seria?

Então pra essas pessoas eu poderia mandar um grande DANE-SE mas ao invés disso, vou simplesmente dizer que caso não goste de listas, é só seguir pra próxima postagem. Vai ter muito pra ler aqui, mesmo se você pular todas as listas.

Mas como eu adoro elas, o meu próximo artigo vai ser uma lista, só de raiva! ...quer dizer, só pra continuar produzindo o conteúdo que eu quero!

06/04/2026

Habemus newsletter!

Aos poucos eu vou ajeitando as coisas aqui no blog, e a mais recente novidade é a newsletter!

Criei uma página só pra ela com todos os detalhes; por favor dá uma olhada. Quando já tiver um certo número de inscrições, eu vou saber que existe gente interessada em ver o que tenho pra recomendar. Aí então eu começo a mandar esses conteúdos especiais por e-mail.

Até lá, bora se inscrever!

02/04/2026

Google fez VideoGamer.com ir de arrasta pra cima

Crédito: VideoGamer.com, com "edição" feita por mim 

No primeiro post deste blog, eu falei de um review de Resident Evil Requiem totalmente feito por IA. Ele saiu do site VideoGamer.com, e quando fui pesquisar de novo esse site pra ver umas coisas, ele não apareceu nos resultados do Google.

Isso está acontecendo por um bom motivo. O site mudou sua forma de gerar conteúdo, que agora é quase que exclusivamente por IA, segundo um relato do TheGamer.com (esses sites com nomes parecidos, vou te contar... por favor não confundam os dois).

Então casos como o review de RE que mencionei antes não são isolados. O VideoGamer.com foi recentemente adquirido por uma tal ClickOut Media, empresa focada em... jogos de apostas. Pois é. E pouco depois da aquisição, muitos dos editores do site saíram da equipe, ou foram mandados embora, para que a produção ficasse por conta das máquinas.

A ClickOut Media também adquiriu outros sites, como The Escapist. Esse se trata de uma das antigas grandes publicações (na internet, pelo menos) no que diz respeito a conteúdo de games, em mídia escrita e vídeo. The Escapist possuía talentos como Yahtzee Croshaw e Nick Calandra (caso você não conheça esses nomes, um dia eu falo deles apropriadamente aqui).

Mas o antigo dono do site, o grupo Gamurs, achou que podia se virar sem este último talento e fez uma demissão desnecessária - o que resultou numa bola de neve grande demais pra eu contar nesse artigo. Como falei antes, isso fica pra outro momento.

O que importa é que o canal do The Escapist no YouTube, sob a nova direção e sem o pessoal que fazia aquele conteúdo ser o que era, se degenerou a ponto de trazer unicamente vídeos de jogos de apostas e coisas feitas toscamente por inteligência artificial.

Aparentemente o padrão se repete aqui com o VideoGamer.com. Até recentemente, ele se anunciava como um site especializado em "jogos e cassino", ou algo assim. Digo isso porque, com esse escândalo recente, o subtítulo do site foi misteriosamente removido... assim como os vídeos de apostas do The Escapist. Curioso, eu diria. 

Mas o Google não tolerou muito isso. Após o site de games pivotar para esse modelo conduzido por conteúdo de IA, ele parou de ser mostrado nos resultados de pesquisa. Eu mesmo tive que digitar o endereço do site pra acessar ele, porque pesquisando, ele não apareceu. Onde já se viu?

Na minha opinião: bem feito. Entre as coisas que eu não suporto estão bets, demissões em massa, e substituição desnecessária de humanos por IA. Esse site conseguiu os três strikes de uma só vez, parabéns! Talvez eu devesse mudar o título do post para "A dona do VideoGamer.com fez o site ir de arrasta pra cima"...

Torço, meio que em vão, para que o site possa ser adquirido por alguém com consciência e voltar a trazer mídia de jogos pelo menos decente. Porque caso contrário, sob essa direção, ele está condenado a ser esquecido não só pelo Google, mas por todo mundo.

E assim como The Escapist depois de ser corrompido, não fará a menor falta.

PS: ClickOut Media? Tá mais pra "Click Out of this site" (Clicar pra fora desse site), não é mesmo?